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Site atualizado em
17/10/2008
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17/10/2008
Com pesar informamos o falecimento,
ontem, do Comandante
João Stepansky.
O Cmte. Stepansky formou entre os fundadores da APVAR e
presidiu a entidade em sua fase inicial, como parte de
uma trajetória de destaque na vida da Varig durante
longo período.
Com nossa solidariedade à família, informamos o velório,
no Memorial do Carmo - Cemitério do Caju, entre 10:00h e
17:00h de hoje, 17 de outubro de 2008.
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14/10/2008
Transcrição das notas
taquigráficas da apresentação
feita na Confederação Nacional
do Comércio no Rio de Janeiro em
Agosto de 2008.
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Tribuna da Imprensa
03/10/2008
AERUS: A VITÓRIA DE UMA
ESPERANÇA QUE NUNCA MORREU
Coluna Pedro Porfírio
"Não houve apenas omissão da
União. Houve ação deliberada da SPC aprovando quebra de
regras contratuais de forma unilateral, sempre em
prejuízo do participante, ou seja, da parte mais fraca".
Luís Antônio Castagna Maia,
advogado

Quando estava na Câmara, presidi
uma das mais proveitosas audiências públicas, com a
presença do ministro Carlos Lupi e do pessoal da Varig e
do Aerus.
Cada vez que contemplo o
rosto de um beneficiário do Fundo Aerus, um certo
sentimento de angústia corta meu coração e vai até o
cérebro como uma penca de alfinetes.
É como se através desses
brasileiros de tantas e tão belas proezas brotasse a
carne viva dos injustiçados, o sangue inocente dos
abandonados cruelmente à própria sorte.
Eu já tinha uma doce
admiração pelos profissionais da Varig desde antes das
turbinas. Tinha por eles, como tinha também pelos da
Panair, que conheci menino, quando morei em frente ao
seu alojamento na Praia de Iracema. Como tinha pelo
pessoal da Vasp, desde o tempo do "viscount", e da
Cruzeiro, simpatia por todas as asas.
Mas foi com o admirável
plantel da octogenária Viação Aérea Riograndense que
mais voei pelos céus do nosso Brasil e doutros povos.
O convívio em terra, no
entanto, quando uma enorme nuvem de indignidades
provocou o grande desastre de nossa aviação, foi que nos
irmanou na mesma oração .
Desde quando comecei a
sentir os maus presságios de uma conspiração abjeta,
irresponsável, impatriótica, aferrei-me à causa do
pessoal da Varig - ativos e inativos - como a uma luta
de vida ou morte.
Tomei essa iniciativa por
ser da minha natureza intrépida e até certo ponto
indecifrável. Via um crime em gestação, contemplava a
estupidez de uma meia dúzia de ignorantes sem
escrúpulos, a flácida cumplicidade de uma súcia de
omissos e covardes.
Assomei todas as tribunas
possíveis e proclamei meu grito jugular. O sangue correu
em minhas veias e eu prometi a mim mesmo usar de todas
as espadas disponíveis no enfrentamento dos moinhos de
vento e dos cataclismos, das tempestades encrespadas e
das insídias subterrâneas.
O
dia que choramos
Não era o primeiro
combate. Mas me parecia tão sagrado como o que me fez
beijar a utopia na busca do mundo dos justos, dos
honestos, dos leias, dos generosos, dos despojados.
Por alguns anos, dei-me
po r inteiro à trincheira heróica de uma resistência
quimérica. Lembro daquele 20 de julho de 2006, dia do
pai da Aviação, do aniversário da indomável Ane Host,
comissária de todos os vôos.
No leilão do cinismo
atroz escolheu-se o dia de Santos Dumont para cavar a
sepultura da aviação comercial brasileira, com a entrega
instantânea, num único e mísero lance, de 80 anos de
histórias a um bando de abutres e picaretas da pior
espécie.
Vi as lágrimas correram
de rostos belos e insones de mulheres que por anos
sacrificaram suas vidas familiares pelos mistérios dos
céus. Vi acabrunhados muitos homens de cabeça branca,
responsáveis pelos melhores índices da aviação
brasileira, por tantas e inesquecíveis jornadas aqui e
além-mar.
Nesse dia, tomei-me de um
sentimento tão profundo que remontei toda a minha
própria saga. Então, pus nesta coluna a poesia que
escrevera a meu filho mais velho, quando não pude
fazer-lhe companhia no seu quarto aniversário por
achar-me prisioneiro da ditadura nas masmorras da Ilha
Grande.
Naquele dia, porém, ganhei mais força para erguer a
fronte: quem luta, não para de lutar, luta sem parar,
mais dia, menos dia, consegue reverter o opróbrio e
vencer a impostura tirânica.
Escrevo assim, prenhe de
emoção, ao saber que, finalmente, há algo de bom no ar,
além dos restantes aviões brasileiros de carreira.
Essa notícia me foi dada
quase ao acaso, saiu de uma conversa sincera com quem
também entende que o colapso da Varig e a humilhação do
Aerus são lanças que se voltam contra a confiança na
aviação brasileira e a credibilidade no sistema de
pensão complementar.
Fumaça de uma vitória
É uma boa
notícia.
Assim, a repassei aos bravos sobreviventes da hecatombe
e a muitos dos meus parceiros de sonhos e esperanças:
JÁ
HÁ UMA DECISÃO DO GOVERNO FEDERAL DE ASSUMIR A DÍVIDA DO
AERUS COM SEUS PENSIONISTAS.
De imediato, cumprirá uma
liminar que garante o benefício até o julgamento da aç
ão sobre defasagem tarifária. Mas o reconhecimento de
que é obrigação da União dar cobertura aos fundos de
pensão, constante de um parecer antigo, agora resgatado,
parece ter prevalecido nos entendimentos no primeiro
escalão do governo, a partir do esforço pessoal do
Ministro do Trabalho, Carlos Lupi, em atendimento aos
pleitos das associações profissionais da Varig, meu e do
deputado Paulo Ramos.
A notícia acabou vazando
no início da tarde de quarta-feira, numa conversa
telefônica que mantive com o ministro Lupi. Ele
respondia à minha sistemática cobrança em torno do caso
da Varig como um todo - ativos e aposentados.
Ao dar a informação, o
fez com certa prudência porque, segundo ele, o próprio
presidente da República deverá anunciá-la oficialmente.
Apesar da reserva, o
ministro disse que não podia impedir que eu repassasse
tal informação, decorrente de uma cobrança, até porque
há muitos anos tenho brigado pelo pessoal da Varig e do
Aerus. E não teria como deixar de dar UMA BOA NOTÍCIA.
Pelo que entendi de nossa
conversa, já havia um antigo parecer na Advocacia Geral
da União sobre as responsabilidades do poder público em
relação aos fundos de pensão autorizados. Isto é, a
partir do momento em que o governo autoriza e FISCALIZA
esses fundos, com poder inclusive de intervenção, ele
assume a obrigação implícita de oferecer garantias aos
segurados.
A meu ver, o
reconhecimento da obrigação de assumir a dívida do Aerus
com os beneficiários é IRREVERSÍVEL e perpassará a
própria liminar obtida pelo advogado Castagna Maia.Isso
foi, pelo menos, o que pude inferir da minha conversa
com o Ministro Carlos Lupi.
Palmas, na área jurídica,
para o brilho e a competência de Luís Antônio Castagna
Maia, uma das maiores autoridades em fundos de pensão,
que obteve a antecipação de tutela numa incontestável e
inabalável decisão da Desembargadora Federal Neuza Alves
da Silva (ainda há juízes em Berlim).
Decisão que o Supremo
respeitou, embora sup rimindo as multas pelo não
cumprimento, e que o governo vinha desconhecendo até
agora. Em sua ação, ele demonstrou mais do que uma
interpretação institucional que se aplicou no caso do
fundo Portus (socorrido pelo governo em maio passado).
Ele provou com a
exposição clara dos fatos que a União foi a grande
responsável pela quebra do Aerus, como, de resto, também
contribuiu enormemente com a quebra das empresas que
sofreram com a defasagem tarifária dos anos oitenta.
Agora, é ir mais fundo,
todo mundo: se David venceu Golias, por que nós não
podemos vencer essas nuvens pesadas que são filhas da má
fé e do perjúrio?
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'Relembrando' Informe AMVVAR - 26/06/08
Apresentação sobre as
agressões aos direitos dos trabalhadores e Aposentados da Varig, na Comissão de
Direitos Humanos e Minorias – CDHM, da Câmara de Deputados realizada em Brasilia
- 25/06/08 Dr. Nelson Cirtoli - M/V ( Diretor Previdenciário - AMVVAR
)
Estamos aqui, nesta Comissão de Direitos Humanos e Minorias da
Câmara, para denunciar publicamente agressões aos direitos dos trabalhadores e e
aposentados da Varig, usurpados em seus direitos por atos arbitrários e até
ilegais, no bojo de uma pretensa “Recuperação” Judicial que a opinião pública
pode hoje testemunhar como uma operação exclusivamente destinada a proteger
interesses que se escondem por trás de prepostos internacionais e nacionais, o
que popularmente se conhece como “laranjas”.
OS TRÊS GRANDES GOLPES:
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23/09/2008
Oportunidade de Emprego
As Associações em parceria com o
GRUPO FOCO, abre oportunidades para aeronautas
com idioma italiano, ambos os sexos, sem
limite de idade(inclusive para aposentados), para fazer
parte do quadro de funcionários da
SHELL BRASIL. Base
de trabalho será na cidade do Rio de Janeiro,
contratação imediata após seleção, inscrições deverão
ser efetuadas diretamente no site da
SHELL BRASIL.
Excelentes condições de trabalho e
benefícios. Inscrições
abertas ate 30 de outubro. Não
perca essa oportunidade e informe que foi indicado pelas
associações.
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19/09/2008
Prezados Associados, Clientes e Colaboradores.
A respeito das reportagens veiculadas em jornais nos
últimos dias sobre o pagamento aos trabalhadores da
VARIG, temos a esclarecer:
Muito
CUIDADO.
Mais um golpe ameaça os seus direitos.
Isto porque, como de hábito, não informaram que para
receber qualquer valor os ex-empregados têm que
“renunciar” ao direito de propor ações trabalhistas e
são obrigados a “concordar” de forma incondicional, com
o plano de recuperação judicial da empresa, inclusive e,
em especial, na parte em que reduz ou suprime direitos e
créditos acumulados há décadas.
A mesma tentativa foi feita quando da votação do plano
de recuperação judicial na Assembléia Geral de Credores
e na tentativa de votação plebiscitária do “acordo
coletivo”.
O pior é que agora a proposta é reforçada com a “oferta”
de um pagamento imediato. Só não dizem é que este
pagamento corresponderá, apenas, a 1% (hum por cento) do
que cada ex-empregado tem a receber. Como foi divulgado,
são cerca de R$44 milhões para 14 mil credores, o que dá
em média
R$3.142,85 para cada empregado, enquanto
nas ações judiciais os valores que vem sendo
reconhecidos são, em média, da ordem de R$300 mil para
os Comissários e R$ 600 mil para os Comandantes.
O Grupo Gol certamente está lutando muito para que esta
“generosa oferta” seja aceita por vários ex-empregados,
principalmente agora, quando se aproxima a data em que o
Supremo Tribunal Federal irá julgar a possibilidade de
atuação da Justiça do Trabalho e a eficácia de suas
decisões contra a Varig (no Recurso Extraordinário n.
583.955 da nossa colega Maria Tereza Richa Felga).
O receio de uma derrota é tão grande que além de contar
com o renomado advogado Roberto Teixeira, recentemente
recontrataram o professor Sergio Bermudes (o mesmo que
requereu a recuperação judicial da empresa...) para
atuar neste recurso.
Lembrem-se todos que a Justiça do Trabalho, em inúmeras
ações judiciais já declarou a responsabilidade da VRG
(leia-se GOL) como sucessora da VARIG pelas obrigações
trabalhistas; já mandou fazer bloqueios judiciais das
ações das empresas do grupo; já julgou várias ações
favoravelmente aos empregados e, tudo indica que o
Supremo Tribunal Federal, seguindo a Constituição
Brasileira, haverá de referendar essas decisões.
Aliás, se a intenção da Gol, da Varig ou do
administrador judicial fosse apenas a de pagar bastaria
que fizessem um depósito nas contas dos ex-empregados,
tal qual ocorria quando ainda eram pagos os
salários....Se não estão fazendo dessa forma é porque
querem vender o “ouro dos tolos”.....
Não aceitem renunciar seus direitos. Exijam, no mínimo,
que o pagamento de qualquer valor (que já deveria ter
sido feito há muito tempo) aconteça SEM QUALQUER
CONDIÇÃO OU TERMO.
Att,
SEBASTIÃO JOSÉ
DA MOTTA e
OTÁVIO BEZERRA NEVES
Advogados.
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18/09/2008 Apresentação feita pelo Cmte. Marcelo Duarte
na CNC.
Clique aqui e veja na integra.
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12/08/2008
Fonte: site do PDT
Marcelo Duarte Lins
A Lei, o Juízo e a Fraude
Quando a fraude se transforma
num crime de lesa-pátria
Em setembro de 2004, John Bellamy Foster e Brett
Clark publicaram no editorial da revista Business
Week um importante alerta sobre o risco de “Uma nova
era de barbáries desaba sobre nós”. O alerta é
oportuno em um momento em que até mesmo os mais
comezinhos referenciais político-morais tornam-se
obnubilados pelos sucessivos escândalos e
intermináveis escárnios com o bem, com a decência e
com a justiça...
Leia na integra.
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Fonte: Rede PDT
O PDT em defesa dos direitos Trabalhistas
Em agosto de 2007, o PDT ingressou com uma
Ação Direta de
Inconstitucionalidade - ADIN - N° 3934 -
distribuída ao Ministro Ricardo Lewandoski,
questionando a constitucionalidade de dispositivos
da Lei 11.101/05 que isentam adquirentes de bens ou
empresas falidas de obrigações trabalhistas e o teto
de 150 salários mínimos como limitador do tratamento
preferencial a créditos trabalhistas em processos de
recuperação judicial ou falência. Apesar da
importância do assunto, essa ADIN ainda não foi
julgada e o Ministro Relator não deferiu qualquer
liminar, que teria sido fundamental para evitar
prejuízos de milhares de empregados de empresas
quebradas, como a Varig, Vasp, Rede Manchete e
muitas outras.
Na Justiça do Trabalho - criada por Getulio Vargas -
vem declarando reiteradamente que os adquirentes dos
bens dessas empresas respondem pelas dívidas
trabalhistas. Todavia, usando de uma manobra legal,
as empresas têm suspendido essas decisões no STJ,
sob o argumento de que nenhum juiz de Vara do
Trabalho pode tomar decisões que envolvam o
patrimônio ou os ativos de empresas falidas ou em
recuperação judicial. O julgamento da ADIN (ou uma
liminar) acima também poderia ter interrompido esse
ciclo de decisões do STJ, já que a declaração de
inconstitucionalidade dos artigos da nova Lei de
Falências afastará qualquer interpretação equivocada
sobre as responsabilidades dos adquirentes de bens
dessas empresas para com as dívidas trabalhistas.
Todavia, enquanto isso não ocorre os trabalhadores
continuam sendo prejudicados e impedidos de fazer
valer as decisões da justiça do trabalho, o que é de
todo lamentável. Não bastasse essa ADIN, também está
em julgamento no mesmo STF, tendo como relator o
mesmo Ministro Ricardo Lewandoski, um outro recurso
que poderá solucionar a mesma questão (RExt n.
583.955), através do qual pode ficar definitivamente
decidido que as decisões da Justiça do Trabalho são
válidas e devem ser cumpridas.
O perigoso disso tudo é que no nosso país do
"jeitinho", até no próprio STF pode acontecer o
impossível, pois há o risco de que os Srs.
Ministros, ao julgar ambos os casos, acabem por
decidir que a interpretação da lei de falências é
essa mesma que vem sendo feita (o adquirente não
responde por nenhuma dívida trabalhista) e, mais
ainda, que a Justiças do Trabalho não tem que
interferir em nenhum processo de recuperação
judicial, nem mesmo para resguardar os direitos dos
trabalhadores. Se isso ocorrer poderá ser selado um
modo eficaz de se fraudar direitos trabalhistas, já
que bastará a qualquer mau empresário, que deve a
seus empregados, acumular débitos, desviar o
dinheiro para si e, depois requerer uma recuperação
judicial ou mesmo falência, para nada pagar a seus
empregados.
Ambos os casos envolvem interesses sociais e
econômicos muito superiores aos aparentes, pois
qualquer julgamento contrário à atuação da Justiça
do Trabalho poderá causar não só a falência prática
desse ramo tão importante da nossa justiça, como
criar verdadeira instabilidade nas relações de
trabalho. O pior disso tudo é que nenhum outro
partido político ou instituição de respeito de nosso
país já percebeu o que está em jogo. Apenas o PDT
nacional, que propôs a ADIN acima e hoje enxerga que
vivemos um momento histórico de defesa de quase tudo
o que os trabalhadores brasileiros conquistaram
através de Getúlio Vargas.
A REVOLUÇÃO DE 1930 CONTINUA NOS IDEAIS DO PARTIDO
DEMOCRÁTICO TRABALHISTA.
CABE A NÓS DEFENDÊ-LA. PARABÉNS À EXECUTIVA
NACIONAL.
Nelson
Cirtoli, PDT - Arroio do Sal-RS
|
O Globo
10/07/2008

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Fonte:
Agencia Senado.
COMISSÕES / Infra-Estrutura
09/07/2008 - 14h53
Comandante diz que
venda da Varig foi uma fraude
![[Foto] [Foto]](http://www.senado.gov.br/noticia/multimidia/verImagem.aspx?codImagem=115403)
Ao depor
nesta quarta-feira (9) na
Comissão de Serviços de Infra-Estrutura (CI),
o presidente da Associação dos Pilotos da
Varig, comandante Élnio Borges Malheiros,
classificou de "fraude" a venda, em 2006, da
companhia aérea Varig para a VarigLog
(empresa de logística e transporte de
cargas), controlada pelo fundo de
investimentos norte-americano Matlin
Patterson junto com três sócios brasileiros
- Marco Antonio Audi, Luiz Gallo e Marcos
Haftel. Segundo o comandante, os três
brasileiros eram apenas testas-de-ferro do
fundo, reunidos na Volo do Brasil.
Para o
comandante Élnio, a operação de venda foi
apenas uma "entrega graciosa" de uma empresa
brasileira a um grupo estrangeiro, "o que é
ilegal". Ele chegou a garantir aos senadores
que, atualmente, "ninguém sabe quem são os
autênticos donos da Varig e quem está atrás
do fundo norte-americano Matlin Patterson".
Élnio, que
também é representante da entidade
denominada Trabalhadores do Grupo Varig (TGV),
qualificou ainda de "calote" o não-pagamento
de direitos trabalhistas, incluindo
indenizações e salários, aos ex-funcionários
da empresa. Disse que, de um total de 10.500
empregados, apenas 850 foram aproveitados
pela chamada nova Varig - a VRG -,
controlada pela Gol. A promessa, de acordo
com ele, era aproveitar toda a mão-de-obra
disponível.
O comandante
também estranhou não ter havido, por parte
do governo federal - incluindo o próprio
presidente Luiz Inácio Lula da Silva -,
apoio para que os funcionários da Varig, em
conjunto com a Lan Chile, pudessem adquirir
a empresa, apesar das garantias do pagamento
de dívidas trabalhistas e tributárias
orçadas em R$ 7 bilhões. A Justiça, mesmo
assim, observou ele, deu preferência ao
grupo Matlin Patterson, que não honrou as
dívidas. Élnio admitiu, entretanto, que o
grupo formado pelos funcionários não chegou
a divulgar a parceria com a Lan Chile.
Instado pelo
líder do DEM no Senado, José Agripino (RN),
o comandante classificou de "infelizes" as
intervenções do governo no processo de
compra e venda da Varig e da VarigLog. Para
ele, o governo "em nada ajudou a Varig a se
recuperar, mas apenas abriu caminho para a
realização de um bom negócio". Segundo
Agripino, a Varig foi vendida para a
VarigLog por US$ 24 milhões. Oito meses
depois, acrescentou, a empresa foi vendida à
Gol por US$ 320 milhões.
Mal das pernas
Sem a
presença na reunião de representantes da
base do governo, o comandante Élnio chamou
de "farsa" o plano de recuperação da Varig.
Como exemplo, informou que até agora nada
foi pago aos ex-funcionários e que o Fundo
de Pensão Aerus "está destruído".
Durante o
depoimento, o comandante denunciou o que
chamou de processo de desestruturação das
companhias aéreas brasileiras. Segundo ele,
tanto a Gol quanto a TAM "vão muito mal das
pernas". Élnio garantiu que as empresas "nem
sequer suportariam uma inspeção séria".
- A aviação
brasileira caminha a jato para a mesma
situação das empresas de transporte
marítimo, ou seja, vai virar um quintal dos
grupos estrangeiros - previu Élnio, ao
condenar a venda de passagens aéreas pelos
mesmos preços das passagens de ônibus ou por
preços ainda menores.
Antes da fala
do comandante, o senador Marconi Perillo
(PSDB-GO), que preside o colegiado, leu
cartas enviadas a ele por ex-servidores,
aposentados, pensionistas e funcionários
demitidos da Varig, nas quais há protestos
contra o modo como foi feita a venda da
empresa, sem levar em conta os interesses
dos trabalhadores. No entender de Perillo, a
venda e a transferência da Varig para a Gol
causaram sérios prejuízos aos
ex-funcionários.
Caixa-preta
Em depoimento
prestado no mês passado na CI, Denise Abreu,
ex-diretora da Agência Nacional de Aviação
Civil (Anac) - órgão que regula a aviação
comercial em todo o país -, confirmou
denúncias de que havia sido pressionada pela
ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil da
Presidência da República, para beneficiar o
grupo Matlin Patterson na operação de compra
da Varig. Ela também acusou o compadre do
presidente Luiz Inácio Lula da Silva,
advogado Roberto Teixeira, de ter praticado
tráfico de influência ao usar o nome de Lula
para "abrir portas" e, assim, beneficiar o
grupo norte-americano.
Denise também
afirmou que Roberto Teixeira pressionou a
Anac para dispensar os três sócios
brasileiros - Audi, Gallo e Haftel - de
apresentarem documentação comprovando a
capacidade econômico-financeira deles. Pela
legislação brasileira, 80% do capital
aportado em um negócio envolvendo aquisição
de companhia aérea tem que ter origem
nacional.
Os três
chegaram a ser acusados de atuarem como
laranjas,
sendo afastados da direção da VarigLog por
decisão da Justiça, sob acusação de "gestão
temerária". Atualmente, eles brigam na
Justiça para voltar a controlar a VarigLog,
em poder do grupo Matlin Patterson, o qual
já chegou a apresentar à Anac os novos nomes
dos controladores da empresa: a chinesa
naturalizada brasileira Chan Lup, que deverá
ficar com 51% da ações, e o americano
Marcussen Miller, também naturalizado
brasileiro, com 29% das ações, o que
totaliza 80%, em obediência ao que diz a lei
brasileira.
Cláudio Bernardo /
Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência
Senado)
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DEPUTADO SUGERE QUE SENADO CRIE CPI PARA INVESTIGAR
VENDA DA VARIG
Fonte: Site Alerj.
O deputado Paulo Ramos (PDT), que presidiu a Comissão
Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembléia Legislativa
do Rio que investigou a venda da Varig, participou,
nesta quinta-feira (03/07), no Senado, em Brasília, da
reunião da Comissão de Serviços de Infra-Estrutura (CI)
que analisa a transação de compra da companhia aérea.
Ele recomendou a criação de uma CPI federal para
aprofundar as investigações. De acordo com o pedetista,
a comissão composta por senadores teria mais condições
de conseguir a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos
quatro sócios da Volo, da ex-diretora da Agência
Nacional de Aviação Civil (Anac), Denise Abreu, e do
ex-presidente da agência, Milton Zuanazzi. “No Rio,
tivemos o pedido negado pela Justiça. mas o caso reúne
uma série de crimes praticados por todos os envolvidos
no processo de compra e venda da Varig e da VarigLog, a
partir de uma decisão governamental de liquidar a
Varig”, expôs Ramos.
Na opinião do parlamentar, a companhia aérea
transformou-se, naquela época, “em uma grande carniça em
torno da qual os urubus se organizaram com o objetivo de
obter lucro fácil”. Durante a reunião da CI do Senado, o
presidente da comissão, senador Marconi Perillo
(PSDB-GO), admitiu que o caso Varig encontra-se longe de
ser resolvido. A idéia da criação de uma CPI federal foi
bem recebida em Brasília. Perillo e os senadores Flexa
Ribeiro (PA) e Álvaro Dias (PR), também do PSDB,
mostraram-se favoráveis à criação de uma comissão de
inquérito. “Somente dessa maneira, teremos condições de
pedir a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos
envolvidos”, explicou o presidente da CI.
A CPI da Varig na Alerj durou dez meses, período em que
30 pessoas prestaram depoimentos. O relatório final foi
apresentado em 13 de agosto de 2007 e encaminhado à CPI
do Apagão Aéreo, na Câmara Federal. Na época em que o
relatório foi votado e aprovado no plenário da Casa, em
12 de dezembro, o deputado Paulo Ramos salientou a
necessidade de uma maior investigação sobre os dados dos
sócios da Volo, empresa usada como intermediária da Gol
Linhas Aéreas na compra da Varig. “O mais importante
agora é conseguir que a quebra de sigilo bancário,
fiscal e telefônico de Marcos Haftlel, Lap Wai Chan,
Luiz Eduardo Gallo e Marco Antônio Audi seja levado
adiante pela Justiça”, resumiu o pedetista. Audi também
foi ouvido pelo Senado nesta quinta-feira (03/07).
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Correspondência
encaminhada
aos
funcionários
da Varig,
alertando
sobre a
aproximação
do limite de
prazo para
reclamar, na
Justiça, os
direitos
trabalhistas.”
Prezado
Colega, em
poucos dias
se
completarão
dois anos da
entrega da
Varig
para...
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Fonte: site Pedro Porfírio
Lula falou em criar uma estatal aérea para
salvar o setor e esqueceu que a solução está
em resgatar a VARIG
Finalmente caiu a ficha. Em improviso numa
reunião com governantes em empresários do
Peru, o presidente Luiz Inácio admitiu que a
aviação comercial brasileira vai mal das
asas. Lá, em face de reclamações do seu
colega peruano, com todas as letras que há
possibilidade do Estado criar uma empresa
aérea, em face da inoperância do "duopólio"
TAM-Gol que controla não apenas os pousos e
decolagens, mas também os próprios órgãos de
fiscalização do país.
É possível que essa manifestação não passe
de mais uma bravata do chefe de um governo
que tem a maior responsabilidade pelo caos
aéreo, ao abandonar à própria sorte a maior
e mais séria empresa aérea brasileira,
entregue a um grupo de aventureiros de mão
beijada, enquanto seus empregados e
aposentados eram jogados na rua da amargura
sem nenhum direito, em nome da nova Lei de
Recuperação das Empresas, gerada também no
ventre desse governo.
O massacre do Aerus na TV
Essa fala coincidiu com uma reportagem
exibida na noite de sábado pelo poderoso
JORNAL NACIONAL, mostrando o desastre social
a conseqüência mais perversa do trágico
desfecho do caso: finalmente, a maior rede
de tevê mostrou a seus milhares de
telespectadores a situação de verdadeira
miséria a que foram submetidos 17 mil
profissionais da aviação, cuja contribuição,
paga ao longo de décadas, evaporou-se no seu
fundo de pensão, o Aerus, numa punga pela
qual o governo é o principal responsável.
A matéria que chegou aos lares dos
brasileiros na noite de sábado é o mesmo que
venho dizendo aqui há quatro anos. Como foi
transmitida por uma poderosa rede nacional
de televisão, tenho a esperança de que o
impacto causado possa abrir os olhos das
autoridades e dos políticos, como o senador
Paulo Paim, presidente da Comissão dos
Direitos Humanos do Senado, que conseguiu
reverter a anunciada falência do Fundo
Portus com uma audiência pública e boas
negociações junto ao governo. Essas
articulações tiveram êxito porque ali os
sindicatos estavam realmente do lado dos 13
mil portuários ameaçados.
A salvação do Portus
Na primeira quinzena de maio, eu mesmo
avisei do risco que estavam correndo os
beneficiários do fundo Portus. A posição
técnica do secretário de Previdência
Complementar do Ministério da Previdência,
Ricardo Pena Pinheiro, era de que nada se
poderia fazer, porque os "problemas que
originaram o rombo no Portus continuarão"
mesmo que o governo injete algum dinheiro.
Ao contrário de sua opinião "técnica" , o
governo do presidente Luiz Inácio mandou
jogar R$ 400 milhões no Portus, a fim de que
o fundo possa iniciar sua recuperação. Essa
decisão teve CARÁTER EMINENTEMENTE POLÍTICO
e decorreu principalmente da firmeza como a
Federação Nacional dos Portuários e os
sindicatos da categoria se posicionaram,
chegando a ameaçar com uma greve nos portos.
Essa, no entanto, não foi a postura do
Sindicato Nacional dos Aeronautas, cujos
dirigentes não foram nada solidários com o
pessoal da Varig e ainda deram voto
favorável na Assembléia dos acionistas que
legitimou a entrega da VARIG ao fundo abutre
dos Estados Unidos, representado pelo chinês
Lap Chan.
Mistificação persiste
A decisão do governo em socorro dos
portuários, que todos apoiamos, deixou os
aeronautas e aeroviários na maior
indignação, pois sentiram-se injustiçados
como o que chamaram de dois pesos e duas
medidas. Para o Portus, pelo qual se
empenharam políticos como o senador
Mercadante e três ministros de Estado, a
resposta do governo veio na hora "h",
passando por cima da desastrada Secretaria
de Previdência Privada do MTAS.
Para o Aerus, o governo virou as costas.
Como entender isso?O Sindicato dos
Aeronautas tratou de dar uma explicação. Os
dois fundos são regidos por leis diferentes.
O Portus tem estatais como patrocinadoras. O
Aerus, não.
Será por isso? E o fato da as empresas
aéreas serem concessionárias de serviços
públicos, regulamentadas e controladas
diretamente pelas autoridades aeronáuticas?
E a dívida bilionária do governo com a
VARIG, já confirmada em três instâncias,
dependendo tão somente agora do STF?
Digam o que disserem, mas a decisão em
relação ao Portus, que não podia ser
diferente, foi POLÍTICA. No dia em que o
Sindicato dos Aeronautas mudar de postura,
esquecendo que seus dirigentes são do
partido do governo, no dia que assumir
frontalmente a causa da sua categoria, a
posição do governo será outra.
Aviação sem asas
Voltamos à fala do presidente Lula. Se ele
estiver sinceramente disposto a resgatar as
asas da nossa aviação comercial, o caminho
está em reconhecer o erro da omissão
passada, que favoreceu a TAM e a Gol, e
chamar de volta o pessoal da VARIG, cujas
associações profissionais sempre tiveram
soluções simples e viáveis para fazer a
companhia voltar a voar com todas as
turbinas.
Em maio do ano passado, numa audiência
pública que promovi na Câmara Municipal, o
ministro do Trabalho, Carlos Lupi, assumiu o
compromisso de intermediar junto ao governo
a recuperação das empresas e do fundo Aerus.
Posteriormente, em audiência com os
representantes das associações de pilotos,
comissários e mecânicos de vôo, Lupi ouviu
do comandante Elnio Borges, na minha
presença, a sugestão de uma fórmula prática
e inteligente para que o governo pague a
dívida com a VARIG sem precisar fazer nenhum
sacrifício de caixa.
Lupi abraçou a idéia na hora. Procurou o
advogado geral da União, mas este não foi
autorizado a negociar um acordo. Ao
contrário, a ordem do Planalto é de recorrer
a todos os recursos para protelar a decisão
num processo que se arrasta há mais de 15
anos.
Na matéria do JORNAL NACIONAL, o atual
interventor do Aerus, Aubiergio Barros,
disse que única solução para o sofrimento
dos seus beneficiários está no pagamento da
dívida do governo com a VARIG, que
repassaria os R$ 3 bilhões devidos ao fundo.
Isso é evidente. Se Lula não ficou só no
blefe, poderá matar vários coelhos de uma só
cajadada. Basta chamar o pessoal da VARIG,
reunido no TGV, que ainda poderá salvar a
empresa e a própria aviação comercial
brasileira.
coluna@pedroporfirio.com
|
Jornal do Brasil
14/05/2008
VarigLog corre risco de
ser cassada
Empresa
demite 960 funcionários, enquanto paga salário de
'marajá' a fiscais da Justiça
Cláudio Magnavita -
Especial para o JBOperando
irregularmente há 45 dias, já que a atual composição
acionária infringe o Código Brasileiro Aeronáutico,
que proíbe uma companhia aérea nacional ser
controlada e gerida por estrangeiros, a VarigLog tem
apenas 15 dias para arranjar novos sócios e gestores
brasileiros e deixar de contrariar o artigo 181 da
legislação aeronáutica, que limita a apenas 20% a
participação de estrangeiros nas empresas de aviação
constituídas no Brasil.
A decisão do juiz José Paulo Camargo Magano, da
17ª Vara Cível de São Paulo, que afastou os sócios
brasileiros, foi oficializada à Agência Nacional de
Aviação Civil (Anac) dia 4 de abril. O juiz Magano,
ciente de que sua decisão contrariava a legislação
federal, deu prazo de 60 dias para que o fundo de
investimentos americano Matlin Patterson procurasse
no Brasil novos sócios e acionistas, para assim
substituir os três brasileiros, afastados pela mesma
decisão judicial.
Na sua decisão, o juiz constatou que o modelo
original da sociedade foi criado com o objetivo de
burlar a lei.
O processo, enviado pelo próprio Magano à Polícia
Federal e ao Ministério Público Federal, mostra
exatamente os indícios de formação de quadrilha e
burla à legislação federal. Exposta a manobra
realizada pelo Matlin Patterson, a nova participação
nacional deverá ocorrer com aportes reais de
capital, que na prática reduzirão a participação do
fundo a apenas 20% do que é permitido por lei.
Para a presidente do Sindicato dos Aeroviários,
Selma Balbino a empresa não pode ficar irregular
eternamente:
– Se não aparecerem sócios brasileiros, não
restará à Anac outra alternativa a não ser a de
cassar a licença de operação da empresa que estiver
em situação irregular. A nossa preocupação é com os
funcionários que estão na ativa e com aqueles que,
demitidos, ainda não receberam as suas indenizações,
apesar da VarigLog ter dinheiro em caixa.
No último dia 30 de janeiro, o Sindicato enviou
denúncias a Rubens Vieira, corregedor da Anac sobre
os problemas que os funcionários estão enfrentando
na empresa de carga e até agora não respondeu.
– A Anac, apesar de alertada pelo juiz Magano e
pelo nosso Sindicato, continua completamente omissa
neste caso – diz Selma Balbino.
A VarigLog está envolvida em uma disputa
societária na Justiça, ainda em primeira instância.
Está processada pela Gol Linhas Aéreas Inteligentes
por indenização que ultrapassa os R$ 140 milhões,
por despesas não declaradas no ato de venda da nova
Varig, e tem passivo trabalhista de 960 demissões,
além das indenizações das demissões de 2007 e 2008.
O o fundo de investimentos norte-americano Matlin
Patterson, segundo especialistas do setor,
dificilmente achará no mercado um grupo empresarial
brasileiro que invista mais de US$ 200 milhões para
comprar a parte do Matlin Patterson e ainda assumir
o ônus das disputas legais.
Apesar de comunicada oficialmente, a Anac,
segundo a sua assessoria de imprensa, decidiu
esperar passar o prazo de 60 dias dado para que a
VarigLog se regularize, para só então passar a agir.
Além do controle do Matlin, a VarigLog tem como
gestor judicial o argentino Santiago Juan Born, o
que contraria duplamente a lei brasileira.
Mordomias na VarigLog
Enquanto a VarigLog reduz dois terços dos seus
funcionários, com a demissão de 960 empregados e
implanta um duvidoso programa de demissão
voluntária, já que o anterior não foi honrado.
Cresce o número de funcionários que procuram a ajuda
dos sindicados para tentar receber suas
indenizações, principalmente quando se sabe que a
empresa tem em caixa US$ 86 milhões, depositados na
Suíça, e R$ 140 milhões em ações da Gol, bloqueadas
pela Justiça no Banco Itaú.
A presidente do Sindicato dos Aeroviários, Selma
Balbino estranha as demissões na empresa:
– O juiz Magano tem tomado suas decisões baseado
na questão social da empresa. Por isso não
entendemos como é possível permitir a redução de
dois terços da empresa e que os funcionários não
recebam suas indenizações – declarou.
O Sindicato levou o seu protesto à Anac mediante
documento protocolado e não compreende a passividade
da agência neste processo.
– O que tem revoltado os funcionários que estão
sendo demitidos, sem receber a verba rescisória, é a
revelação da criação de uma casta de marajás dentro
da empresa – afirma um dirigente sindical,
explicando que provas disso constam no próprio
processo judicial em torno do controle da VarigLog.
Na página 3.318, consta a correspondência
revelando que o primeiro administrador judicial da
VarigLog, José Carlos Rocha Lima, recebia
mensalmente R$ 85 mil, um dos maiores salários da
aviação comercial brasileira. O valor é três vezes
maior que o salário do gestor judicial da Viação
Aérea Riograndense, a antiga Varig, em recuperação
judicial, que recebe mensalmente R$ 28 mil.
Além do milionário salário pago a Rocha Lima,
causa revolta também no meio sindical a remuneração
solicitada pelos três fiscais. Em correspondência
datada de 18 de março, antes que passassem a receber
uma atenção da mídia, Alfredo Luiz Kugelmas, Luiz
Gaj e Oscar Spessoto, assinaram um documento, que
consta na página 4.849 do processo, no qual pedem
uma remuneração mensal de R$ 200 mil para ser
rateada pelos três.
No final de abril, Kugelmas protocolou outro
pedido ao juiz Magano, que consta na página 4.902,
solicitando a inclusão do engenheiro civil José
Cherington Neves Boarin também como fiscal judicial,
com a remuneração mensal de R$ 75 mil, substituindo
Oscar Spessoto, que se desligou do trabalho de
fiscal.
O
ESTADO DE S.PAULO
05/05/2008
Perdas no setor aéreo
As remessas feitas
pelas companhias aéreas estrangeiras em 2007
totalizaram R$ 2 bilhões, de acordo com cálculos do
Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea),
que tiveram como base os números do balanço de
pagamentos do País. A saída do mercado da até então
principal empresa brasileira que operava rotas
internacionais de longo curso, a antiga Varig, abriu
espaço para o crescimento da participação das
estrangeiras. As remessas mostram que elas
aproveitaram a oportunidade. A comparação com a
receita de R$ 2,1 bilhões obtida pela TAM - que,
entre as companhias nacionais, detém a maior fatia
das operações internacionais -, com vôos para o
exterior no ano passado, dá uma boa idéia da
presença das empresas estrangeiras no mercado
brasileiro.
O valor remetido pelas companhias estrangeiras
contribuiu para o saldo negativo da conta de viagens
internacionais do balanço de pagamentos do ano
passado. Neste ano, o déficit deve ser ainda maior.
Os dados do Banco Central mostram que o saldo
negativo da conta de viagens internacionais nos 12
meses encerrados em março, de US$ 3,93 bilhões, é o
maior, para período idêntico, desde 1999.
O ano passado, convém recordar, foi particularmente
difícil para as empresas aéreas brasileiras, por
causa do caos aéreo e do acirramento da competição,
que levou uma delas a suspender suas operações em
novembro. Para as que sobreviveram, os resultados
não foram ruins. O transporte de passageiros cresceu
11,9% em relação a 2006.
Nos vôos internacionais, porém, se registrou redução
de 5,1% no fluxo de passageiros, apesar de as
empresas terem aumentado em 6,8% a oferta de
assentos. Foi o segundo resultado negativo
consecutivo (em 2006, a redução foi de 30,2%).
Previa-se que, neste ano, o foco da disputa das duas
maiores companhias brasileiras que operam vôos
internacionais - Gol e TAM - seria justamente no
mercado externo. Da disputa poderia resultar o
aumento da participação das nacionais nesse mercado.
Mas o desempenho das nacionais tem sido frustrante.
Há três semanas, a nova Varig, controlada pelo Grupo
Gol, anunciou a interrupção de seus vôos para a
Cidade do México, Madri e Paris, afastando-se do
mercado internacional de longo curso e concentrando
suas operações no mercado doméstico e na América do
Sul.
O Snea calcula que, com a decisão da Varig, a
participação das companhias nacionais nas linhas
internacionais cairá de 22% para 19% - bem menos da
metade da participação registrada na época em que a
antiga Varig deixou de operar, de 52%.
É natural que, com a saída do mercado das empresas
brasileiras, as estrangeiras busquem preencher o
vazio, pois o Brasil é o mercado mais importante da
América Latina.
A disposição manifestada por diretores da Agência
Nacional de Aviação Civil (Anac) de adotar no Brasil
a política de 'céus abertos' - que permite a maior
participação das estrangeiras nas rotas domésticas -
atende ao interesse dessas empresas. Num primeiro
momento essa política atenderia também aos
interesses dos consumidores, pois, com maior
concorrência, haveria maior oferta de serviços de
melhor qualidade com tarifas mais baixas.
O que a experiência tem mostrado, porém, é que esse
tipo de concorrência, no setor aéreo, pode ter
resultados desastrosos. A total liberdade tarifária,
por exemplo, pode resultar numa guerra de preços que
leva muitas empresas à insolvência. Segue-se a queda
da qualidade dos serviços e o aumento do preço das
passagens. Isso foi visto no Brasil há não muito
tempo. E a abertura plena do mercado doméstico para
empresas estrangeiras - econômica e financeiramente
mais poderosas que as nacionais - pode inviabilizar
as empresas brasileiras, além de, eventualmente,
comprometer a regularidade do transporte aéreo, que
é considerado uma atividade estratégica. Não é à toa
que o governo americano prega a política de 'céus
abertos' para terceiros países, mas não admite a
participação de empresas estrangeiras no seu mercado
doméstico.
O Estado de São Paulo
24/04/2008
Juiz manda PF
investigar 'quadrilha' da VarigLog
Além da
denúncia contra sócios da VarigLog,
advogado Roberto Teixeira pode ser
investigado
Mariana Barbosa
O juiz José
Paulo Camargo Magano, da 17ª Vara
Federal de São Paulo, enviou ontem
ofício à Superintendência da Polícia
Federal e ao Ministério Público Federal
para que investiguem os sócios da
VarigLog pela "prática de ilícitos civis
e criminais, inclusive crime de
quadrilha". Cópias das dezenas de
volumes que compõem o processo em curso
na 17ª Vara devem chegar hoje à PF e ao
MP.
No documento, o juiz Magano diz que
encontrou, em meio ao processo de briga
societária da VarigLog, provas que
apontam para a prática de crimes civil e
criminal. A briga societária envolve
sócios brasileiros (Marco Antonio Audi,
Luiz Eduardo Gallo e Marcos Haftel) e
estrangeiros (fundo Matlin Patterson,
representado por Lap Wai Chan).
Além dos sócios, a conclusão do
despacho, anexada ontem ao processo e
disponível no site do Tribunal de
Justiça de São Paulo, indica que atos
ilícitos também teriam sido cometidos
pelo advogado Roberto Teixeira e pelo
ex-administrador judicial José Carlos
Rocha Lima.
O processo de dissolução de sociedade
foi movido no final do ano passado pelos
sócios brasileiros contra o sócio
estrangeiro, mas quem acabou sendo
afastado foram os brasileiros - sob
acusação de gestão temerária, desvio de
recursos da companhia.
No mesmo despacho em que afastou os
brasileiros, em 1º de abril, o juiz
Magano deu poderes à Volo LLC
(controlada pelos sócios estrangeiros),
mas estabeleceu como condição que a
mesma não remetesse para si o saldo de
mais de US$ 80 milhões de uma conta da
VarigLog na Suíça. Entretanto, dois dias
após receber a gestão da companhia, Lap
Chan tentou sacar o dinheiro. A
transferência para uma conta da Volo em
Nova York só não aconteceu porque o juiz
descobriu e determinou o bloqueio.
Chamou a atenção do juiz o fato de que o
pedido de transferência de Lap para o
banco Lloyds na Suíça foi enviado por
fax do escritório Teixeira & Martins
Advogados, de Roberto Teixeira, que é
ex-advogado da VarigLog e não representa
o Matlin Patterson nessa disputa
societária. Teixeira, segundo o juiz,
ajudou o Matlin a descumprir uma ordem
judicial.
Lap Chan já foi multado por isso. O juiz
determinou à época que ele fosse
impedido de deixar o País, com a
apreensão de seu passaporte. Mas Lap já
havia embarcado ao exterior. Na
terça-feira, Lap Chan conseguiu um
habeas corpus e está livre para voltar
ao País.
O ex-administrador judicial da VarigLog,
José Carlos da Rocha Lima, também deve
ser investigado. No despacho, o juiz o
acusa "do mais completo desmando na
condução da gestão e da administração
judicial". Rocha Lima assinou uma
procuração para o escritório de Teixeira
abrir mão, em nome da VarigLog, das
demandas judiciais feitas pelos sócios
brasileiros contra o sócio estrangeiro.
O detalhe é que Rocha Lima assinou a
procuração no dia em que foi destituído
do posto de administrador judicial. Sua
destituição ocorreu um mês após ter sido
nomeado com a revelação de um e-mail seu
para Lap Chan com uma proposta de venda
da VarigLog.
A briga dos sócios brasileiros e
estrangeiros começou após a venda da
Varig para a Gol, em 29 de março de
2007, por US$ 270 milhões, operação que
contou com a intermediação do advogado
Roberto Teixeira. A Varig-Log havia
adquirido a Varig em leilão judicial em
julho de 2006, por US$ 26 milhões. O
escritório de Teixeira participou ainda
da aprovação, junto à Agência Nacional
de Aviação Civil (Anac), da compra da
VarigLog pela Volo LLC, em sociedade com
os três brasileiros (Volo do Brasil).
Também representou a VarigLog no
processo de homologação da nova Varig (VRG).
Em um despacho assinado em 1º de abril,
o mesmo juiz sugere, em linguagem
jurídica, que os três brasileiros seriam
laranjas do fundo. Segundo o juiz, os
brasileiros "foram inseridos na
sociedade pela (Volo LLC)" e agiram em
conluio para "burlar" o Código
Brasileiro da Aeronáutica e conseguir a
concessão de transporte aéreo. Pela lei
brasileira, estrangeiros não podem ter
mais de 20% de uma companhia aérea.
Jornal do Brasil
24/04/2008
PF apura fraude
na compra da VarigLog
Juiz aponta
indícios criminais na concessão da
empresa aérea para estrangeiros
Claudio Magnavita
Especial para o JB
Em 1º de agosto
de 2006, em um e-mail enviado aos sócios
e que tem o seu original anexado ao
processo, o chinês Lap Wai Chan afirmava
"bem-vindo ao tempo real do mundo dos
mercados emergentes, onde a esperteza e
a rapidez de raciocínio atropelam as
leis e regras na definição dos acordos".
Mas depois da decisão judicial da 17ª
Vara Cível de São Paulo, José Paulo
Camargo Magano, Wai Chan deve estar
repensando o seu conceito sobre os
mercados emergentes e especialmente o
Brasil.
Só que
atropelar as leias e as regras na
definição dos acordos vai custar agora
caro para o gestor do fundo Matlin
Patterson. Em sua sentença, Magano
determina: "Tendo em vista o quadro
probatório apontar a prática de ilícitos
civis e criminais, inclusive o crime de
quadrilha, para obtenção da concessão,
remeta-se cópia de todo processo à
Superintendência da Polícia Federal e ao
Ministério Público Federal para as
providências cabíveis". Trata-se da
burla do artigo 181 do Código Brasileiro
Aeronáutico que proíbe a presença de
estrangeiros no comando de companhias
aéreas, tanto na gestão e na condição de
sócios majoritários.
Ainda sobre a
conduta de Lap Wai Chan, o juiz expõe a
atuação do chinês ao afirmar: "Lap Chan,
realmente, adotou e foi orientado a
adotar uma postura francamente
desonesta". Sobre a ordem de deter o
passaporte, o juiz Camargo Magano
dedicou um parágrafo do documento: "A
ordem para reter o passaporte e impedir
a viagem de Lap Chan teve como
finalidade evitar que se efetivasse a
manipulação da decisão judicial que
deferiu à ré gestão e administração da
Volo do Brasil S/A e da Varig Logística
S/A, não mais se justificando, tanto em
razão do fato de a viagem ter ocorrido
como também, e principalmente, em razão
de ter se logrado êxito na manutenção do
bloqueio judicial".
Magano aprovou
a petição para que o Banco da Suíça
informe quem esteve na agência
determinando: "Defiro o item b, pois
interessa ao juízo saber o nome das
pessoas que se prestaram a
instrumentalizar a manipulação da
decisão judicial de fls. 4.432/4.436,
inclusive para efeito das providências
criminais cabíveis". Uma das suspeitas,
que será comprovada ou não com a
resposta ao ofício enviado pela Justiça
paulista ao Lloyds Bank em Genebra, é
que na tentativa de liberar os US$ 86
milhões compareceram pessoalmente à
agência o próprio Lap Wai Chan em
companhia de uma advogada brasileira,
que poderia ter sido, segundo fonte da
própria Variglog, Waleska Teixeira,
sócia do escritório Teixeira Mendes e
filha do advogado Roberto Teixeira.
Folha de São Paulo
26/04/2008
Juiz diz que vê
indícios de crimes na VarigLog
Magano afastou Chan por
"conduta desonesta"
MARINA GAZZONI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
O juiz da 17ª Vara
Cível de São Paulo, José Paulo Magano, é
quem toma as decisões sobre a disputa
judicial travada desde o ano passado
entre o fundo americano Matlin Patterson
e os brasileiros Marco Antonio Audi,
Luiz Eduardo Gallo e Marcos Haftel pelo
controle da VarigLog. Na mesma sala em
que estão empilhados os 80 volumes do
processo, Magano falou com exclusividade
à Folha.
FOLHA - Por que o senhor
decidiu substituir Lap Chan da gestão da
VarigLog pelo seu sócio no Matlin?
MAGANO -
Quando houve uma audiência em que ele [Lap
Chan, sócio do Matlin] estava presente,
eu disse "Volo Logistics LLC
[subsidiária do Matlin], eu estou
transferindo a vocês a administração e
gestão da VarigLog e da Volo do Brasil
[administradora da VarigLog,
inicialmente composta pelos sócios
brasileiros e pela Volo Logistics],
desde que todo o dinheiro que está na
Suíça seja destinado à VarigLog". Na
medida em que a conduta dele foi
desonesta, ele não me pareceu pessoa
indicada para continuar na administração
da VarigLog. Então eu nomeei um Comitê
de Fiscalização, que abonou o nome do
Santiago Born para assumir essa
condição.
FOLHA - Por que o senhor disse
no despacho que Chan agiu de má-fé?
MAGANO -
Eu decidi em audiência que os US$ 87
milhões [da conta na Suíça da VarigLog]
não deveriam ser usados para que a Volo
Logistics LLC se pagasse. Deveriam ser
utilizados para a VarigLog. Ao agir
contrariamente ao que eu decidi em
audiência na presença dele, a expressão
que eu uso no despacho é que a "conduta
do senhor Lap Chan foi francamente
desonesta".
FOLHA - Como o senhor garante
que será diferente com a gestão de
Santiago Born?
MAGANO -
Eu determinei que eles apresentassem uma
fiança bancária. Eu preciso de uma
garantia. Não adianta alterar a pessoa
física se não houver uma garantia
financeira de que não haverá desvios.
FOLHA - Por que uma cópia do
processo foi encaminhada ao Ministério
Público e à Polícia Federal?
MAGANO - O
juiz decide que haja esse tipo de
providência quando vê indícios da
prática de crime. Essa questão da
capitulação de qual crime específico vai
ser definida pelo Ministério Público
Federal e pela Polícia Federal. Mas eu
entendo que a forma como se deu essa
constituição [da sociedade] traz uma
gama de crimes. Aí eu mandei processar.
FOLHA -
No seu despacho o senhor cita o crime de
quadrilha para obtenção da concessão da
VarigLog. Quais os indícios desse crime?
MAGANO
- É para
apurar. O que é quadrilha? Se você pega
o Código Penal, tem a participação de
várias pessoas ajustadas para prática de
crime. Essa constituição da sociedade [Volo
do Brasil] se deu em determinada época e
a execução do contrato de sociedade foi
prosseguindo. Mas quem vai apurar isso é
o Ministério Público e a PF.
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A Justiça tarda mas não falha, Presidente da
ACVAR
é reintegrado na Flex.

ACVAR - Sempre trabalhando
pelo melhor para seus Associados.
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Leia aqui o artigo do Comissário
Bolognese sobre o 1º de maio e o 11 de abril.
Clique
|
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FLEX
Foi
bonita a festa pá.........fiquei contente!
Assistir a decolagem da nova velha Varig agora
denominada Flex, enche de esperança todos os que viveram
a triste destruição da maior e melhor empresa de aviação
que o Brasil já teve. Essa empresa, a Flex, vir a
crescer e ser bem sucedida vai depender de seus
funcionários e dirigentes estarem à altura de seus
sonhos e dos sonhos daqueles que hoje amargam o
esquecimento e a indiferença, mas que junto com muitos
dos novos "flexianos" de agora, construíram o que se
afirma ser a herança ou legado que animará e dará
substância ao projeto da Flex.
Nós
que fomos tragados no turbilhão da venda/entrega da
Varig verdadeira, desejamos que a Flex cresça, se torne
uma empresa competitiva, empregue muitos trabalhadores e
sobretudo nunca seja tomada de assalto pelos
abutres que de dentro e de fora, destruíram a nossa
Varig. Que ela preserve o tipo de relação amistosa e
responsável entre dirigentes, funcionários e usuários
prevalecente na Varig por muitas décadas fazendo-a
respeitada no mundo todo, até que surgissem as aves de
rapina.
O que
sobrou na festa da Flex, e feriu muito a quem não estava
lá, foram declarações como as do Dr. Ayoub. Dizer que a
recuperação foi um sucesso, sem dizer sequer uma palavra
sobre as vítimas dessa "recuperação", que ele melhor que
ninguém sabe que existem, foi uma grande descortesia
para com os que hoje penam para sobreviver após meses e meses de
trabalho sem pagamento, atingidos pela aplicação de uma que permite
que direitos trabalhistas, ainda que inscritos na constituição do
país, sejam ignorados. Ninguém lembrou por exemplo, e nem iriam
empanar com isto o brilho da festa, que o voto do interventor do
Aerus, um funcionário do governo, no leilão que acabou criando duas
Varigs e, uma delas agora a Flex e, nos jogou a nós participantes e
aposentados do Aerus e, na loteria da Defasagem Tarifária. Aliás,
com relação a esse tema, ainda pior foi a fala do Sr. Luiz Marinho,
ministro da Previdência, quando disse que a decisão do Supremo tem
de sair pelo sim ou pelo não, pelo bem ou pelo mal,..... tornar-se
uma página virada. Que se torne uma página virada, é o desejo de
todos nós, obrigados a assumir os prejuízos sem poder participar
das decisões que levaram a tudo o que nos dificulta hoje a
sobrevivência. Mas é necessário lembrar ao ilustre ministro que a
solução pelo bem é a única possível, pois trata da devolução de
direitos legítimos de trabalhadores e não mero favor ou benesse
indevida. Pelo mal nunca será uma opção em se tratando de direitos
indiscutíveis. Nos ignorar, ou mostrar desconforto à menção de
nossos interesses, num evento que tem muito a ver conosco,
verdadeiros e sempre variguianos, remete às práticas do velho e
podre stalinismo quando alguém caia em desgraça na patota do
Kremlin e era apagado dos retratos oficiais do partido.
"sobreviver após meses e meses de trabalho sem pagamento, atingidos
pela aplicação de uma "lei" que permite que direitos
trabalhistas, ainda que inscritos na constituição do
país, sejam ignorados.
Ninguém lembrou por exemplo, e nem iriam empanar com
isto o brilho da festa, que o voto do interventor do
Aerus, um funcionário do governo, no leilão que acabou
criando duas Varigs, uma delas agora a Flex, nos jogou a
nós participantes e aposentados do Aerus, na loteria da
"Defasagem Tarifária". Aliás, com relação a esse tema,
ainda pior foi a fala do Sr. Luiz Marinho, ministro da
Previdência, quando disse " que a decisão do Supremo tem
de sair pelo sim ou pelo não, pelo bem ou pelo mal,.....
tornar-se uma página virada".
Que
se torne uma página virada, é o desejo de todos nós,
obrigados a assumir os prejuízos sem poder participar
das decisões que levaram a tudo o que nos dificulta hoje
a sobrevivência. Mas é necessário lembrar ao ilustre
ministro que a solução "pelo bem" é a única possível,
pois trata da devolução de direitos legítimos de
trabalhadores e não mero favor ou benesse indevida.
"Pelo mal" nunca será uma opção em se tratando de
direitos indiscutíveis.
Nos
ignorar, ou mostrar desconforto à menção de nossos
interesses, num evento que tem muito a ver conosco,
verdadeiros e sempre variguianos, remete às práticas do
velho e podre stalinismo quando alguém caia em desgraça
na patota do Kremlin e era apagado dos retratos oficiais
do partido.
Nós
variguianos não aceitamos ser apagados. Desejamos
sucesso à empresa Flex e aos colegas que lá estão, mas
não queremos continuar a levar Flex-adas nas
costas............
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