A pedido dos advogados constituídos pelos representantes da Varig, Srs. Cristóvão Fuhrich e José Dolabela, oficiais de justiça estiveram na 2ª feira na sede da APVAR RIO para cumprir mandado de busca e apreensão contra todos os documentos relacionados à TGV.
Além disso, também formularam queixa-crime contra o Vice-Presidente da APVAR, Cmte. Márcio Marsillac alegando “uso indevido da marca Varig”.
A APVAR recebeu dezenas de telefonemas de associados que souberam do caso e desejamos registrar, em nome de toda a comunidade de trabalhadores do Grupo Varig, nossa extrema repúdia e profunda indignação contra a atual administração pelo fato, sem precedentes em toda nossa história.
Vale ressaltar que a TGV sequer tem personalidade jurídica e apenas traduz a voz coletiva e uníssona de todos os trabalhadores da Varig, através de suas associações e sindicatos, em prol da recuperação de nossa empresa. Cabe ainda salientar que nunca a TGV, a NV Participações Ltda. ou seus representantes falaram em nome da Varig. Se tivessem procuração para fazê-lo, certamente já se teria resolvido, de modo satisfatório, a crise que abala cada vez mais a nossa empresa.
Será que é este o tipo de pacificação pretendida pela atual administração, tão importante e cara para a recuperação de nossa empresa? Procurar incriminar trabalhadores e seus representantes por lutarem por seus empregos? Onde estão os compromissos assumidos pela atual administração? Quem apóia este ato inacreditável e repugnante?
Os trabalhadores da Varig com certeza não; estão de luto.